Eça de Queirós- A Cidade e as Serras?!!!???

Por favor..

Podem me ajudar, falando o resumo desse livro, tempo, espaço,

gerero literário, Sinopse, foco narrativo, estilo, vida, e obra?

Uffaa..Quanta coisa..rs

OBS: Ja li esse livro, mais queria opiniões de fora para ter um foco mais dirigido totalmente a um trabalho de extrema importancia que tenho que fazer!

Conto com vocês!

Obrigada!

3 Antworten

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  • vor 1 Jahrzehnt
    Beste Antwort

    Eça de Queirós escreveu As Cidades e as Serras em Paris, quando residia lá, como cônsul de Portugal. Mas foi publicada após usa morte, em 1901.

    Resumo: Jacinto mora em Paris, num palácio dos Campos Elísios, nº 202. É culto, viajado e elegante. E milionário, mas triste. Diverte-se com mulheres, banquetes, viagens e com a alta roda de Paris, mas está mortalmente entediado com essa vida airada. José Fernandes é vizinho e confidente de Jacinto e o convence a voltar a Portugal e visitar as suas propriedades. Jacinto retorna e se instala num de seus sítios, a Quinta de Tornes, No começo não gosta, mas depois se insere no espírito da vida no campo, na simplicidade de costumes, respira com prazer o ar puro. Casa, tem filhos, melhora de saúde, encontra a paz e é feliz.

    Comentário: está clara, no fluir do romance, a tese social que pretende provar: a vida nas cidades é improdutiva, barulhenta, tediosa, corrói a alma e o corpo. A vida no campo é alegre, reconfortante, recupera a saúde, limpa a alma, afasta as tristezas, não é barulhenta, não tem tédio.

    Neste romance, Eça de Queirós usou de ironia e de chalaças (expressões pesadas), mas dentro de um modo mais humano e educativo. O estilo é mais doce e a linguagem mais límpida.

    Este romance não é sua obra prima, mas fecha com chave de ouro sua vasta obra literária.

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    A CIDADE E AS SERRAS

    * Foi então que meu príncipe começou a ler apaixonadamente desde o Eclesiastes até Schopenhauer, todos os líricos e todos os teóricos do pessimismo. Nessas leituras encontrava a reconfortante comprovação de que o seu mal não era mesquinhamente “Jacíntico” – mas grandiosamente resultante de uma lei universal. Já há quatro mil anos, na remota Jerusalém, a vida, mesmo nas delícias mais triunfantes, se resumia em ilusão.”

    * “E a cada um destes esforços da elegância, do humanitarismo, da sociabilidade, e da inteligência indagadora... Arrebatava então o seu Eclesiastes, o seu Schopenhauer, e estentido no sofá, saboreava voluptuosamente a concordância da doutrina e da experiência. Possuía uma fé – o pessimismo, era um apóstolo rico e esforçado; e tudo tentava, com suntuosidade, para provar a verdade de sua fé.”

    * "Arrastei então por Paris dias de imenso tédio. Ao longo da boulevard revi nas vitrinas todo o luxo, que já me enfartara havia cinco anos, sem uma graça nova, uma curta frescura de invenção. Nas livrarias, sem descobrir um livro, folheava centenas de volumes amarelos, onde, de cada página que ao acaso abria, se exalava um cheiro morno de alcova e de pó-de-arroz, entre linhas trabalhadas com efeminado arrebique, como rendas de camisas. Ao jantar, em qualquer restaurante, encontrava, ornando e disfarçando as carnes ou as aves, o mesmo molho, de cores e sabores de pomada, que já de manhã, em outro restaurante, espelhado e dourejado, me enojara no peixe e nos legumes. Paguei por grossos preços garrafas do nosso adstringente e rústico vinho de Torres, enobrecido com o título de Château isto, Château aquilo, e pó postiço no gargalo. À noite, nos teatros, encontrava a cama, a costumada cama, como centro e único fim da vida, atraindo, mais fortemente que o monturo atrai os moscardos, todo um enxame de gentes estonteadas, frementes de erotismo, zumbindo chacotas senis. Esta sordidez da planície me levou a procurar melhor aragem de espírito nas alturas da colina, em Montmartre; e aí, no meio de uma multidão elegante de senhoras, de duquesas, de generais, de todo o alto pessoal da cidade, eu recebia, do alto do palco, grossos jorros de obscenidades, que faziam estremecer de gozo as orelhas cabeludas de gordos banqueiros, e arfar com delícia os corpetes de Worms e de Doucet, sobre os peitos postiços das nobres damas. E recolhia enjoada com tanto relento de alcova, vagamente dispéptico com os molhos de pomada do jantar, e sobretudo descontente comigo, por me não divertir, não compreender a cidade, e errar através dela e da sua civilização superior, com a reserva ridícula de um censor, de um Catão austero. Ó senhores! - pensava - pois eu me divertirei nesta deliciosa cidade? Entrará comigo o bolor da velhice?"

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  • vor 1 Jahrzehnt

    *Autor:Eça de Queiroz

    Representante maior da prosa realista português(realismo portugal).

    *O escritor Eça de Queiroz não participou diretamente da questão coimbrã(desentendimento entre antônio feliciano de castilho, conservador romântico de lisboa, com seus ex-alunos com idéis revolucionárias realistas(cientificismo) residentes em coimbra).

    O livro A Cidade e as Serras é narrado em primeira pessoa pelo personagem José Fernandes. A obra está incerida na 3° fase do escritor, fase da maturidade intelectual de Eça deQueiroz, onde o escritor faz uma critica moral e reflexiva sobre a sociedade lisboeta portuguesa; ainda nesta fase Eça de Queiroz faz a resconstrução da Família portuguesa.

    E nesse período que o escritor se torna o maior estilista da lingua portuguesa.

    *Características realistas importantes: Perfeição estilistica, riqueza de detalhes(exagero na descrição).

    A maior riqueza literária do escritor está na linguagem detalhada, minunciosa, deixando a narrativa lenta, enfatonha, deixando a narrativa lenta.

    *A oposição feita no livro apresenta-nos a industrializada e avançada Paris e umapequena aldeia portuguesa onde se vive resaltando sempre a simplicidade rústica, talvez uma espécie de abandonodoa ideais realistas, e aproximação com a ideologia simbolista, na busca de trancedente e alimento do espirito, defendendo também uma possibilidade e que a ligação dos elementos, progresso e simplicidade, trariam a solução para os problemas do homem.

    *O romance é realista mas nele ,também, contem temas clássicos:Fugerem Urbem, Aurea Mediocritas.

    *A equação suma ciência x Suma potência = suma felicidade representa o pensamento de Jacinto(tese) em Paris ("o home só é superiormente feliz, quando é superiormente civilizado") é de onde parte o conflito do personagem.

    *No livro a duas partes essenciais: na 1° parte econtramos o artificialismo parisiense, na 2° as serras naturais revigoram jacinto, fazendo-o brotar.

    *No romance o narrador ironiza a ideologia positivista, o cientificismo, além de outros elementos importantes do realismo como a rebeldia, um tanto incosequente dos estudantes lembrando sutilmente a questão Coimbrã.

    *O máximo de atenção com o Libelo de José Fernandes - pág 48 e 49.

    R.: O libelo critica a cidade em si e o capitalismo urbano.

    *No romance há referência ao mito sebastianista e ao espirito mecianico, Jacinto dize socialista, é chamado de pai dos pobres e sua ida a Tormes é comparada com o regresso de Dom Sebastião.

    *O tempo que predomina no romance é o cronológico(2° metado do séc XIX). A ação do livro se passa durante a 2° revolução industrial.

    *Quando as personagens do romance Eça de Queirpz trabalha também, com tipos de Madame Oriol, o psicologo feminista, Madame de Trèves, o banqueiro, podendo se fazer analogia com o alto da barca do inferno e um sargento de milicias.

    >>>Espero ter ajudado! ;D

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  • Anonym
    vor 1 Jahrzehnt

    Ola

    Vá para www.jayrus.art.br

    entre em Apostilas- Literatura Portuguesa, encontre o que precisa.

    Boa pesquisa.

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